sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dança com o Diabo - Dance With the Devil



Dança com o diabo de Sherrilyn Kenyon
Edição: 2010
Páginas:304
Editor: Edições chá das cinco


“Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente… Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?”

Críticas de imprensa
“Há muito tempo que não líamos uma voz tão poderosa, uma escritora tão imaginativa e cenas de amor tão intensas.”
Pinerock Book Reviews


Prólogo:
“  Nova Orleães
Dia a seguir ao Carnaval
Zareck recostou-se no seu assento, enquanto o helicóptero levantava voo. Ia regressar a casa, ao Alasca.
Sem dúvida morreria ali.
Se Ártemis não o matasse, decerto Dionísio o faria. O deus do vinho tinha deixado bem claro o desprazer que a traição de Zareck lhe provocara e qual o castigo que lhe tencionava infligir.
Pela felicidade de Sunshine, Zareck provocara um deus que, de certeza, o faria sofrer horrores ainda maiores do que os do seu passado humano.
Não que se importasse.Não havia muito, tanto na vida como na morte, com que Zareck se tivesse, alguma vez, importado.
Ainda não sabia porque tinha arriscado o próprio couro por Talon e Sunshine, para além do facto de irritar pessoas ser a única coisa que lhe dava, realmente, prazer.
O seu olhar caiu sobre a mochila pousada aos seus pés.
Antes que se apercebesse do que estava a fazer, retirou do seu interior a tigela feita à mão que Sunshine lhe oferecera e ergueu-a nas mãos.
Fora a única vez, em toda a sua vida, que alguém lhe dera algo por que não tivera de pagar.
Passou as mãos pelo padrão intrincado que Sunshine gravara.Ela devia ter passado horas de volta daquela tigela.
Acariciara-a com mãos carinhosas…
“Perdem o seu tempo com uma boneca de pano e ela torna-se muito importante para eles; se alguém a levar, choram…”
A passagem do Principezinho ressoou na sua mente. Sunshine dedicara tanto tempo àquilo e oferecera-lhe o fruto do seu trabalho, sem razão aparente. Provavelmente não fazia ideia do quanto o seu simples presente o tocara.
- És mesmo patético – murmurou, apertando a taça na mão, enquanto desenhava com os lábios um trejeito de repugnância. – Não significou nada para ela e, por um pedaço de barro sem qualquer valor, acabaste de te condenar à morte eterna.
Fechando os olhos, engoliu em seco.
Era verdade.
Mais uma vez, ia morrer por nada.
- E depois?
Que o deixassem morrer. O que é que isso interessava?
Se não o matassem durante a viagem, partiria com uma boa luta e, no Alasca, as boas lutas eram poucas e espaçadas.
Mal podia esperar pelo desafio.
Furioso consigo mesmo e com o mundo em geral, Zareck despedaçou a tigela com a força dos seus pensamentos, depois sacudiu o pó das calças.
Retirando da mochila o seu leitor de mp3, avançou até à música dos Nazareth, Hair of the Dog, colocou os auscultadores e esperou que Mike abrisse as janelas do helicóptero e deixasse entrar a letal luz do sol.
Afinal de contas, fora para isso que Dionísio pagara ao Escudeiro e este, se tivesse um mínimo de bom senso, obedeceria porque, se Mike não o fizesse, iria desejar tê-lo feito. "

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