sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Lado Negro da Lua - Dark Side Of The Moon



O Lado Negro da Lua de Sherrilyn Kenyon
Edição: 2011
Editora: Chá das Cinco
Páginas: 312

A história por trás do livro: 

Ravyn foi um dos primeiros livros que eu tinha planeado e estava morrendo de vontade de escrevê-lo. Mas eu tinha que esperar que certas coisas ocorressem antes que eu pudesse chegar a ele.
Após o furacão Katrina, os fãs de Sherri compareceram em massa para doar para as vitimas. Muitos deles fizeram doações para a cruz vermelha, em nome de Nick Gautier que leva o seu sobrenome de Gautier, MS, estava a caminho do furacão também.

Sinopse: 

” Susan Michaels foi a melhor repórter da cidade até ao dia em que um escândalo arruinou a sua carreira. É então que obtém uma pista numa história que pode restaurar a sua reputação. O que não esperava era ter a sua vida e cidade ameaçada por um grupo de vampiros letais prestes a dominar Seatle. “
” Como isso não fosse suficiente, Susan adota um gato. Mas não é um gato qualquer e sim um que se transforma num caçador de vampiros chamado Ravyn. A vida de Ravyn foi destruída séculos atrás quando confiou nas pessoas erradas. Perdeu a família, a honra e a própria vida.
Agora poderá vingar-se se conseguir confiar em Susan.
No mundo dos Predadores da Noite, a vida é sempre perigosa. Ainda mais agora, pois uma mulher pode despedaçar todo o mundo se contar uma história. Será Susan capaz de o Fazer?”


Prólogo:
” País de Gales,1673
A Electricidade psíquica que sussurava no ar só podia ser percebida por duas espécies de criaturas: uma determinada seita não-humana, ou humanos com os sentidos extremamente desenvolvidos.
Ravyn Kontis era, definitivamente, não-humano. Nascera no mundo dos predadores noturnos, que comandavam as magias ocultas da terra – as suas artes mais negras – e morrera como um dos seus mais rijos guerreiros.
Às mãos do próprio irmão.
Agora, Ravyn percorria a terra como algo diferente. Algo sem alma. Algo feroz e ainda mais mortífero do que antes. Não lhe restava qualquer coração. Nenhuma peidade ou compaixão. Nada, além de uma mágoa tão intensa, tão profunda, que dilacerara qualquer humanidade que pudesse ter, até não sobrar mais que uma besta feroz que, ele sabia, não voltaria a ser domada.
Inclinando a cabeça para trás, soltou o grito da beta enfurecisa que rugia dentro dele. Rodeava-o o fedor da morte, e o sangue dos seus inimigos cobria mílimetro da sua carne humana. Escorria-lhe dos cabelos e da ponta dos pelos em riachos pegajosos  que manchavam a terra pisada da batalha.
E,contudo, isto não chegava para apaziguar a ira que se albergava no seu íntimo.
A vingança serve-se fria….
Ele esperara, estupidamente, que isto acalmasse alguma da mágoa paralisante o dominava. Não acalmara. Deixara-o ainda mais frio que a traição que lhe causara a morte.
Ravyn estremeceu ao recordar o rosto belo de Isabeau. Embora ela fosse totalmente humana, tinham sido escolhidos como parceiros. Pensando que Isabeau o amava, confiara-lhe o segredo do seu mundo.
E qual fora a recompensa dela? Denunciara-o aos humanos do pequeno clã a que pretencia e estes tinham as mulheres e as crianças do seu povo, enquanto os homens estavam fora, em patrulha.
Ninguém sobrevivera.
Ninguém.
Os homens do clã voltaram e encontraram os destroços ainda em brasa da aldeia… os corpos dispersos das mulheres e dos filhos.
E viraram-se contra ele. Não que os culpasse por isso. Foi a única vez na vida que não ripostou. Pelo menos, não antes do seu último fôlego.
Matraqueando-lhe no peito, a raiva fétida criara raízes e crescera até se transformar num monstro, alimentando a parte mais negra do seu ser não-humano. A sua alma humana clamara por vingança naqueles que haviam destruído o seu povo. O clamor angustiado do homem e da besta ecoara no templo sagrado de Ártemis, lá longe, no Monte Olimpo – tão ruidoso e exigente que convocara junto de si a própria deusa. E ali, sob a luz débil do quarto minguante, aceitara a proposta dela e vendera-lhe a alma em troca da única possibilidade de retribuir o favor a Isabeau e aos seus.
Agora estavam mortos, mortos às suas mãos… todos eles.  Tal como ele. Tal como a sua família.
Tudo acabara…
Ravyn riu amargamente, cerrando os punhos ensanguentados. Não, não acabara. Isto era apenas o princípio.”

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