sexta-feira, 22 de junho de 2012

À Solta na Noite - Unleash The Night



À solta na noite de Sherrilyn Kenyon
Editora: Edições Chá das Cinco
Edição: 2011
Páginas: 303

A História por trás do Livro À Solta na Noite:

Alguns fãs têm reclamado que Nicolette está muito diferente neste livro dos anteriores. A principal coisa a lembrar é que a Nicolette antes de tudo é um urso, e como todo o animal há aqueles que ela gosta e aqueles que não gosta. Ela têm sido fria desde do começo, tal como no caso de expulsar Vane. Mas no caso de Vane, ela gostava dele. No caso de Wren, ela o odeia. Não está correcto ele estar no seu mundo, e como qualquer animal, ela ataca-o por isso. É apenas a natureza da besta ( perdoem-me o trocadilho).
Wren fez a sua primeira aparição em O Abraço da Noite e Sherriltn foi enganada por ele. Ela estava a meio da história de Xander e Brynna quando Wren apareceu e não deixou descansa-la até ela escrever a sua história.


Sinopse:
” É um mundo cruel para os Predadores. O perigo espreita em cada esquina. Não há ninguém em quem possam confiar. Ninguém que possam amar. Não se quiserem continuar vivos…”
” Wren Tigarian era apenas uma cria órfã quando foi levado para o Santuário. Muitos veem-no como uma aberração – uma mistura proibida de duas espécies, pelo que se tornou um solitário, isolando-se tanto do contacto com os Predadores do Homem como os humanos.
Até conhecer Marguerite Goudeau. Filha de um notável senador dos EUA, Marguerite detesta a farsa social em que é obrigada a viver. Contudo, não tem outra opção senão tentar adaptar-se a um mundo onde se sente uma estranha. O mundo dos humanos nunca devia contactar com o dos Predadores do Homem, que habitam a seu lado, incisíveis, desconhecidos, indecifráveis.
Mas para que possa proteger Marguerite, Wren terá de combater não apenas os humanos que nunca aceitarão a sua natureza animal, como também os Predadores do Homem que o querem ver morto. É uma corrida contra o tempo num mundo de magia sem fronteiras que lhes poderá custar não apenas a vida, mas a alma….”


Prológo:
” Em cada homem e em cada fera habita o eterno de refúgio. Um qualquer local livre de perseguições, onde seja possível estar a salvo de caçadas ou agressões. Mas houve um tempo em que não havia tal lugar para aqueles que fossem ambas as coisas : homem e fera. Os que caminhavam em quatro patas durante o dia e em duas pernas de noite. Eram caçados por todos, sem hipótese de refúgio.
A sua história, como todas as histórias, teve um começo – um começo de amor eterno caído em desgraça. Há muito tempo, viveu um rei grego cuja rainha significava tudo para ele. Mas a sua amada escondia um segredo obscuro: era descendente de uma raça maldita.
Mais de dois mil anos antes do seu nascimento, o seu clã tinha cometido um trágico erro. Tinha assassinado a amante e o filho do deus grego Apolo. Num ato de vingança pelos assassinatos, o deus grego amaldiçoou o clã com três imposições. Teria de beber o sangue dos seus para sobreviver. Jamais poderia caminhar à luz do dia. Mas a terceira maldição era a mais dura: todos morreriam lenta e dolorosamente no seu vigésimo sétimo aniversário.
Assim, honrando a maldição do deus, a jovem rainha desfez-se dolorosamente em pó no dia que completou vinte e sete anos de idade.
Incapaz de travar o destino trágico da mulher, o rei viu a sua amada morrer, pronunciando o seu nome. Quando ela finalmente desapareceu, o monarca percebeu que os seus dois filhos estavam destinados a sofrer o mesmo destino terrível da mãe.
Determinado a não perder os filhos da mesma forma, o rei procurou na magia o poder de prolongar as suas vidas. Usando o mais obscuro dos feitiços, recorreu ao povo da sua esposa, os Apollites, e experimentou neles o seu poder. Unindo a força vital humana das suas vidas malditas à dos animais mais fortes, o rei criou duas raças. Os Arcádios, que possuíam coração humano, e os Katagaria, com coração animal.
Os Arcádios eram humanos que podiam assumir a forma animal ao alcançarem a puberdade – que para eles ocorre por volta dos vinte e cinco anos. Os Katagaria eram animais que podiam assumir a forma humana ao alcançarem a puberdade, por volta da mesma idade. Duas faces da mesma moeda, ambas as espécies nasceram com o poder de usar a magia e viajar através do  tempo à luz da lua cheia.
Por fim,  a maldição do deus grego foi levantada dos Apollites que tinham sido transformados em humanos e animais. Não sendo verdadeiros Apollites, não podiam ser afetados pela madição de Apolo. Ou assim pensava o rei grego, até o antigo deus grego recorrer às três Parcas.
- Quem pensas que és para frustrar o plano de um deus? – quiseram saber as Parcas, unidas numa só voz.
O rei respondeu desafiante:
- Como qualquer pai que mereça esse título, procurei proteger os meus filhos. Ninguém lhes roubará a vida desnecessariamente por algo que não foi culpa deles.
Mas a explicação não era suficiente para as Parcas. Estavam indignadas com a ousadia do rei. Como se atrevia ele a interferir no destino dos Apollites com que tinha experimentado? Como castigo, exigiram-lhe que matasse os Arcádios e os Katagaria, começando pelos seus filhos.
O rei recusou-se.
- Sendo assim, jamais haverá paz entre eles – decretaram as Parcas.
- Deste dia em diante, os Arcádios e os Katagaria viverão eternamente em conflito. Perseguir-se-ão e matar-se-ão até não restar nenhum da sua raça.
E assim foi durante milhares de anos. Os Arcádios matavam os Katagaria que, por sua vez, matavam os Arcádios. A guerra entre raças durou até aos dias de hoje.
E mais ainda.
Contudo, como em todas as guerras, com o passar do tempo, foram necessárias pequenas tréguas. Savitar, o mediador imparcial entre Arcádios e Katagaria, estabeleceu limanis ou refúgios onde humanos e animais pudessem entrar sem medo de serem caçados. Nestes lugares, poucos e cuidadosamente selecionados, Katagaria e Arcádios podiam descansar um pouco antes de reintegrarem as fileiras e retomarem a peleja.
Não é facil ser reconhecido como tal, mas uma vez obtido o estatuto de refúgio, nenhum homem ou animal pode atentar contra a sanidade do limani. Não sem provocar a fúria de todos os Arcádios e Katagaria por igual.
É uma honra sagrada converter-se em refúgio, mas também um calvário. A paz surge como resultado de algum sacrifício. E poucos sacrificaram mais do que o clã de ursos que controla o bar Santuário em Nova Orleães….”

Sem comentários:

Enviar um comentário