terça-feira, 3 de julho de 2012

O Diabo Também Chora - Devil May Cry





 Capa do Livro em Portugal










Capa nos E.U.A









Editora: Chancela Chá das Cinco
1ª Edição: 2012
Páginas: 320


Sobre o Livro: 

"O Diabo Também Chora" introduz um novo panteão e um novo mal. Se pensaram que os Daemons são maus, então ainda não conheceram os Gallu. Eles desencadearam uma maldição ancestral. O mundo dos Predadores da Noite ficou ainda um pouco mais perigoso.

Sherrilyn, escreveu o livro " O Diabo Também Chora" depois do livro " Pecados da Noite", mas o livro do Wren's e do Ravy'n puseram-se no caminho.

Por trás da História:

Sherrilyn, apaixonou-se com as lendas sumérias, quando ela descobriu Gilgamesh em Jr. High. A sua demonologia em especial aguçou o seu apetite. Sin ( pronuncia-se Seen) era um dos originais Predadores da Noite quando ela escreveu os contos. Ela queria mostrar o que acontece quando dois deuses vão para a guerra e um perde. Quando ela sentou-se para fazer a história de Kat, ela sabia que nenhum outro fazia justiça a ela.
Este livro foi criado em Las Vegas porque Sherri queria ser capaz de usar o deserto por um par de livros. Para não mencionar, com ele sendo uma área turística activa e uma cidade de 24h com um monte de rotas subterrâneas, foi perfeito para um refugio de Daemones. E, como todos sabem, Daemones não gostam de desembrulhar a comida. Sherri têm ido a Vegas muitas vezes e adora. O seu hotel favorito é o de Veneza e o seu restaurante favorito é Lawry, mas são as fontes que ama mais.

Sinopse: 


"Sin, um antigo deus Sumério, era um dos mais poderosos do seu panteão… até à noite em que Ártemis lhe roubou a divindade e o deixou a um passo da morte. Durante milénios, o ex-deus convertido em Predador da Noite procurou recuperar os seus poderes e vingar-se de Ártemis. Mas agora tem peixes mais graúdos — ou demónios mais graúdos — com que se preocupar. Os letais gallu, que tinham sido enterrados pelo seu panteão, começam a despertar e estão famintos de carne humana. O seu objetivo: destruir a humanidade. Sin é o único que os pode deter… se uma certa mulher não o matar primeiro. E para quem apenas conheceu a traição, agora Sin terá de confiar numa pessoa que não hesitará em o entregar aos demónios. Ártemis pode ter roubado a sua divindade, mas outra mulher roubou-lhe o coração. A única pergunta é: irá ela mantê-lo… ou dá-lo a comer aos que o querem morto?"


Trailer do Livro:





Prólogo:


"VINGANÇA.
Há quem diga que é um veneno que penetra a alma e a deixa nua. Que o seu caminho apenas resulta na destruição daquele que o percorre.Mas, para outros, é como o leite de uma mãe. Alimenta, nutre —
dá-lhes uma razão para sobreviver quando não têm mais nada que os sustente neste mundo.
Esta é a história de uma dessas criaturas. Um deus nascido no tempo antes de a humanidade registar a sua magra história, Sin, também chamado Nana, era aquele que governava o mundo conhecido. O seu panteão era supremo e todos à sua volta lhe prestavam homenagem. E depois veio o dia em que outros deuses se ergueram para o desafiar.Durante séculos, teve de lutar a guerra sangrenta, e teria saído vitorioso não
fosse um ato de traição que lhe roubou a divindade. Despojado dos seus poderes cabalísticos, foi obrigado a caminhar no mundo dos homens como um deles, e como algo mais. Algo negro. Frio.
Letal. Mas o jogo não tinha terminado. A derrota alimenta a parte da alma que exige uma desforra. Enquanto há vida, há esperança. E, enquanto há esperança, há determinação. E a necessidade de vingança que sempre acompanha o lado dos vencidos. Durante séculos, o antigo deus esperou pela sua hora, sabendo que a complacência e arrogância da sua inimiga a trariam de volta ao seu círculo.
Agora, o dia do ajuste de contas está ao alcance da sua mão…"


Capítulo 1: 

"
— ELE tem de ser destruído. De preferência, de forma dolorosa e rápida, mas qualquer outro meio que resulte na sua morte serve-me. Acheron Parthenopaeus virou a cabeça para ver a deusa grega Ártemis
aproximar-se. Havia séculos que os dois tinham sido ligados, e, em alturas como aquela, a deusa acreditava efetivamente que o controlava. A verdade, contudo, era muito diferente. Vestido apenas com calças de cabedal preto, estava sentado no parapeito de pedra da varanda do templo dela, encostado a uma das colunas. A varanda era feita de cintilante mármore branco e debruçava-se sobre uma paisagem deslumbrante, com um arco-íris sobre uma cascata e uma perfeita cena de floresta. Mas, de qualquer maneira, ninguém esperaria menos do monte Olimpo, onde os deuses gregos tinham feito o seu lar.
Se ao menos os seus habitantes fossem tão perfeitos como a paisagem…Com o flutuante cabelo ruivo, a pele imaculadamente branca e uns penetrantes olhos verdes, Ártemis seria bela se Ash não lamentasse cada
lufada de ar que ela respirava.
— Porque é que ficaste, de repente, com todo esse fogo no cu a respeito do Sin?
Ela retorceu o lábio.
— Detesto quando falas dessa maneira.
O que era justamente a razão porque ele o fazia. Não permitissem os deuses que ele alguma vez fizesse o que ela gostava. Já tinha problemas suficientes com isso.
— Estás a mudar de assunto.
A deusa bufou antes de responder.
— Eu sempre o odiei. Ele devia ter morrido. Lembras-te? Tu é que interferiste. Ela estava a simplificar demasiado aquela sequência de eventos.
— Ele sobreviveu por sua conta. Eu meramente dei um trabalho ao
tipo, depois de tu o lixares.
— Sim, e agora ele enlouqueceu. Não viste que entrou ontem à noite num museu, neutralizando no processo três guardas, e roubou um artefacto de alto nível? E isso não é expor os teus preciosos Predadores da Noite
ao escrutínio público? Juro que fez de propósito, com esperança de ser apanhado para poder contar tudo a nosso respeito aos humanos. Ele é uma ameaça para toda a gente.
Ash ignorou a fúria dela, ainda que concordasse que fora uma ação imprudente da parte de Sin. Normalmente, o antigo ex-deus tinha mais bom senso.
— De certeza que só queria tocar um pedaço do seu lar. Que raio,provavelmente o artefacto que levou até lhe pertencia, ou a algum membro da sua família. Não o vou matar porque estava com saudades de casa, Artie… seria como matar uma pessoa quando está na sanita. É errado.
Com as mãos sobre as ancas voluptuosas, ela fez-lhe um olhar carrancudo.
— Então vais achar que isto tudo é trivial?
— Se com isso queres dizer que não me parece que exija a sua execução imediata, sim, podes chamar-me louco, mas acho, mesmo.
Ela semicerrou os olhos.
— Estás a tornar-te molar.
Ash franziu o sobrolho até perceber o que ela queria dizer.
— Mole, Artie. O que querias dizer era que me estou a tornar mole.
— Tanto faz. — Ela aproximou-se. — O Acheron de que me recordo
tê-lo-ia cozido por metade desta infração.
Ele bufou, agitado, antes de responder.
— Frito, Artie, raios, aprende a falar. Fico com uma dor de cabeça só para perceber que raio estás a dizer, na maior parte das vezes. E em momento algum da minha vida teria frito uma pessoa por uma coisa destas.
— Terias, sim.
Ele pensou nisso por um momento. Mas, como de costume, ela estava
enganada.
— Não. Definitivamente não. Só tu me obrigarias a uma tal violência
por uma coisa tão insignificante.
— És mesmo um filho da mãe.
Pelo menos, nesse ponto, ela tinha razão. Em mais de um sentido. Ash inclinou a cabeça para trás contra a coluna para poder olhar para ela.
— Porquê? Porque não te faço a vontade?
— Sim. Tu deves-me isto. Obrigaste-me a livrar-me do meu assassino e agora não tenho controlo sobre aquelas criaturas…
— Que tu criaste — acrescentou ele, interrompendo a sua zangada
invetiva. — Não te esqueças da parte mais importante aqui. Os Predadores da Noite não existiriam sequer se uma pessoa, e por causa da tua falha de intelecto deixa-me clarificar isto, se tu não me tivesses roubado poderes para fazer ressuscitar os mortos. Eu não precisava dos Predadores da Noite para me ajudarem a lutar contra os daemones e proteger os humanos. Estava a sair-me muito bem sozinho. Mas tu não quiseste assim. Criaste-os e fizeste-me responsável pelas suas vidas. É uma responsabilidade que levo muito a sério, por isso desculpa-me se te impeço de os matares só porque tens SPM inversa.
— SPM inversa?
— Sim, ao contrário de uma mulher normal, tu andas irritável vinte e oito dias por mês.
Ártemis ia esbofeteá-lo, mas ele agarrou-a pelo pulso.
— Não negociaste o direito de me bater.
Ela retirou o pulso da mão dele.
— Eu quero-o morto.
— Não serei o teu instrumento nisto. — E a sorte de Sin era Ash estar ali. Era a única razão porque Ártemis não o matava pessoalmente. Tinham feito um pacto, séculos antes, depois de ela ter feito flambé de um Predador da Noite por causa de um comentário errado, de que nunca mais iria atrás de um Predador da Noite sem a aprovação de Ash.
Os seus olhos ainda estavam em ebulição.
— O Sin está a tramar alguma coisa. Eu sinto-o.
— Disso não tenho qualquer dúvida. Tem estado a planear a tua morte desde o dia em que lhe roubaste a sua divindade. A tua sorte é que eu o impeço, e o Sin sabe-o.
Ela olhou-o novamente, de olhos semicerrados.
— Surpreende-me que não o estejas a ajudar a matar-me. Também o surpreendia a ele. Mas, no fundo, sabia que não poderia participar numa coisa dessas. Precisava de Ártemis para viver, e, se ele morresse, o mundo tornar-se-ia um sítio ainda mais assustador do que já era. O que era uma pena. Porque,honestamente, não havia nada que mais quisesse do que lhe dizer adeus e nunca mais ter de olhar para ela.
Ártemis deu-lhe um encontrão no joelho elevado.
— Nem sequer lhe vais perguntar o que estava a fazer no museu? E porque atacou aqueles seguranças?
Ele foi assaltado por uma nesga de esperança.
— Vais deixar-me ir embora para tratar disso?
— Deves-me mais três dias de serviço.
Lá se ia a esperança. Já devia sabê-lo. A cabra não tinha qualquer intenção de o deixar sair do templo enquanto não estivessem terminadas as duas semanas. Fora um amargo acordo que fizera com ela. Duas semanas como seu escravo sexual em troca de dois meses livre da sua interferência.
Odiava aqueles jogos, mas uma pessoa fazia o que tinha de fazer. Mesmo quando era uma verdadeira trampa.
— Então parece que isso vai ter de ficar para depois.
Ártemis soltou um grunhido enquanto cerrava as mãos. Acheron era
sempre a sua perdição. Não sabia porque o suportava. Ou, na verdade, sabia. Mesmo na sua teimosia, ele continuava a ser o homem mais sensual que alguma vez conhecera. Não havia nada de que gostasse mais do que vê-lo em movimento. Ou mesmo sentado, como naquele momento. Ele tinha o corpo mais perversamente perfeito que algum homem alguma vez possuíra. O seu longo cabelo louro estava entrançado
e puxado sobre um ombro, enquanto ele se recostava com os braços cruzados sobre o peito, e o seu pé esquerdo descalço batia a um ritmo imaginário que apenas ele conseguia ouvir. Poderoso e ousado, apenas se curvava à sua vontade quando ela o forçava com sangue e osso. E, mesmo então, fazia-o a contragosto e numa atitude de desafio. Era, na realidade, como uma criatura selvagem que ninguém podia domar.
Com efeito, mordia e rosnava a quem quer que o tentasse dominar. E os deuses sabiam como ela tentava há séculos conquistá-lo ou forçá-lo à submissão. Mas nada funcionava. Ele estava sempre próximo e inacessível. Isso enfurecia-a.
Amuou.
— Gostavas que ele me matasse, não gostavas?
Ele soltou uma pequena gargalhada.
— Que raio, claro que não. Quero essa honra para mim.
Como se atrevia!
— Seu maldito…
— Não me insultes, Artie — disse ele, interrompendo-a com um tom irritado — quando ambos sabemos que não é o que tu sentes. Essa tua grande boca já cansa.
Ela foi percorrida por um arrepio, perante a escolha de palavras dele.
— Estranho. Eu nunca me canso da tua. — Estendeu a mão para
lhe tocar os lábios. Eram a única parte do seu corpo que era suave, como as pétalas de uma rosa, e fascinavam-na sempre. — Tens uma boca linda, Acheron, especialmente quando está no meu corpo.
Ash gemeu quando reconheceu a chama nos olhos cor de esmeralda enquanto ela lhe percorria os lábios com os dedos. A sua pele arrepiou-se.
— Nunca estás satisfeita? Juro que, se fosse mortal, estaria a coxear,depois da nossa última ronda. Se não estivesse morto. Temos mesmo de te encontrar outro passatempo que não seja saltares para
cima de mim.
Mas era tarde de mais; ela já estava a baixar-lhe as pernas e a montar sobre as suas coxas.
Cerrando os dentes, Ash inclinou a cabeça para trás quando ela começou a mordiscar-lhe o pescoço. Sabia o que viria a seguir quando a sentiu lamber-lhe suavemente a pele. O coração dela batia com mais força
contra o seu peito. E, depois, sentiu os aguçados incisivos a perfurarem-lhe a pele no
instante antes de ela começar a beber o seu sangue…
— KATRA!
Kat Agrotera sentou-se de um pulo na cama ao ouvir o agudo chamamento na sua cabeça.
— O que foi que eu fi z? — perguntou, tentando perceber porque estaria Ártemis zangada com ela agora.
— Estavas a dormir?
Pestanejou quando Ártemis apareceu no quarto ao lado da sua cama.O quarto estava completamente às escuras, tirando a feérica luz azul que irradiava do corpo de Ártemis. Kat olhou de relance para a cama onde estava sentada com o seu pijama cor-de-rosa, os lençóis em desordem e o cabelo despenteado, depois decidiu que o sarcasmo não seria uma prova de sanidade.
— Já estou acordada.
— Ótimo. Tenho uma missão para ti.
Kat teve de conter uma gargalhada.
— Peço desculpa, mas entregaste os meus serviços à Apollymi, lembras- te? Agora, o grande mal de Atlântida que tanto temes proíbe-me de fazer o que quer que tu me digas. Ela acha divertido poder irritar-te dessa maneira.
Os olhos de Ártemis semicerraram-se.
— Katra…"


** ( Texto retirado da Editora Saída de Emergência, para mais informações, consulte o site da Editora)

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